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Esterilidade Apresentações FAQ |
Esterilidade Esterilidade Conjugal A esterilidade conjugal é uma condição que afecta um em cada cinco casais, sendo por vezes causadora de perturbações de índole psicológica e psicossomática que por sua vez contribuem para agravar a dificuldade em conceber. Cada casal tem formas diferentes de lidar com o insucesso reprodutivo, quer este se manifeste como uma incapacidade de conseguir uma gestação muito desejada, quer sob a forma, emocionalmente mais perturbadora, de falência repetida na evolução da gestação. Efectivamente, nem sempre a situação se reveste da mesma importância para o homem e a mulher, sendo esta frequentemente quem mais sofre com a situação, apesar de nem sempre ser assim. Evitar encarar e abordar o assunto que é motivo de sofrimento e frustração é frequentemente uma das primeiras estratégias adoptadas por estes casais, sendo fundamental que possa ser ultrapassada para que este procure ajuda e tratamento. Na sociedade actual os factores de risco da esterilidade multiplicam-se sem que seja possível travar o seu curso. O adiamento da gravidez para idades tardias da vida da mulher, condicionado pela necessidade de assegurar um emprego sólido ou de atingir um determinado grau numa carreira demasiadas vezes ultra-exigente, associado às dificuldades económicas próprias dos tempos em que vivemos, levam a que as mulheres prolonguem as práticas contraceptivas até uma idade em que a sua fecundidade está já numa fase decrescente, isto é depois dos 30 anos, sendo este facto particularmente grave após os 35 anos, já que nesta altura se adicionam os riscos inerentes a uma gravidez tardia. A acumulação de situações patológicas do foro ginecológico, designadamente infecções do aparelho genital e a endometriose contribuem de forma decisiva para agravar o efeito redutor da fecundidade inerente ao esgotamento progressivo da reserva folicular ovárica que surpreendentemente se inicia mesmo antes do nascimento, cerca das 20 semanas de gestação de um feto do sexo feminino. A selecção natural na espécie humana determina que dos cerca de 6 milhões de folículos presentes nos ovários de um feto do sexo feminino a maioria sofra um processo de apoptose e regrida muito antes de se atingir a idade de procriar, mantendo-se este fenómeno ao mesmo ritmo após a puberdade e determinando o esgotamento da reserva folicular ovárica e a instalação do termo da capacidade reprodutiva com a menopausa. Os hábitos pouco saudáveis da vida moderna, designadamente a utilização generalizada de pesticidas, os gases tóxicos produzidos pelos automóveis ou os resíduos industriais, associados ao consumo de tabaco, de forma activa ou passiva, associam-se ao sedentarismo e a restrições ou modificações dos hábitos alimentares que também em nada favorecem a fertilidade. |